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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Pelo direito à opção: eu escolhi não ter filhos - e consegui!


Há quase 2 anos atrás eu escrevi uma postagem manifestando minha vontade de não ter filhos. De lá pra cá muita água rolou, muita coisa mudou, menos essa vontade. Como eu tinha dito na época, fui barrada de todas as maneiras possíveis, mas hoje, com 30 anos completos, eu posso comemorar um objetivo conquistado: consegui minha laqueadura pelo sistema público de saúde, sem nem ao menos ter estado grávida uma única vez.

A maioria dos motivos que me levaram a essa decisão podem ser conferidos na postagem que mencionei anteriormente, embora de lá pra cá ainda mais razões acabaram se tornando evidentes para que minha decisão fosse apenas reforçada.

Então, com a taça em mãos, volto ao assunto para trazer à tona que se eu consegui, você também pode. Independente de ser homem, mulher, de ter ou não filhos, você pode fazer essa opção. E vou contar minha trajetória.


A parte prática

O que tornou meu sonho possível foi a Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996 de Planejamento Familiar. Confira:

(se as letrinhas estiverem muito pequenas é só clicar na imagem para abrir em tamanho original, ou clicar aqui para redirecionar para o link oficial)

Mas na prática a coisa é bem diferente. Dificilmente alguém vai admitir que essa lei existe a não ser que você prove o contrário. Foi o que aconteceu comigo há dois anos, quando eu vi com meus próprios olhos a enfermeira conversar com mais de um(a) assistente social por telefone e insistirem que eu precisava ser mãe de dois para ter direito à esterilização.

As coisas só mudaram quando eu fiquei sabendo que tinha entrado uma assistente social no posto de saúde em que eu me consulto, e resolvi tentar novamente. Ao contrário de todos os outros profissionais, ela foi a primeira a admitir que eu realmente tinha esse direito, apesar de não incentivar. Tivemos uma longa conversa, ela me contou um sem número de histórias de pessoas que ela conhece que não queriam ter filhos e mudaram de ideia ao longo do tempo, de mulheres que fizeram laqueadura e se arrependeram depois, etc.


E no final das contas, embora por lei a pessoa possa optar pela esterilização a partir dos 25 anos, ela recomendou que eu entrasse com o pedido com 30 - eu já estava com 29 - para aumentar as chances de ser atendida. E assim o fiz. E assim consegui.

O processo é exaustivo. Não, não o processo burocrático. As pessoas são exaustivas. De outubro a fevereiro - tempo entre a entrada do pedido e minha cirurgia - eu simplesmente perdi as contas de quantas vezes tive que explicar das maneiras mais diferentes que sim, eu tinha certeza e que não, esse procedimento não era ilegal. Entre as perguntas mais comuns, provavelmente você vai ouvir:

- Mas e se você se arrepender depois?
Bom, a vontade é de responder "aí já foi, né". Mas eu vou mais longe: já falei sobre isso no meu perfil pessoal e volto a falar aqui. Imagine a seguinte situação: você engravidou, está super feliz e vai contar pros seus amigos, colegas e familiares. A maioria te parabeniza, lógico, porque é o certo a se fazer, mas eis que surge alguém visivelmente consternado e pergunta: "mas e se depois você se arrepender?". Quero dizer, você não vai responder que em caso de arrependimento vai matar seu filho, né. Ou doar para alguém que queira. Porque em tese você está fazendo uma escolha que não lhe permite arrependimento. Embora eu e você estejamos optando por coisas totalmente opostas, o princípio é o mesmo. Eu estou tomando uma decisão para o resto da vida, exatamente como você, e espero que meu desejo seja respeitado.

- Mas e se você conhecer o amor da sua vida?
Essa dá até vontade de pular. Porque sério, é muito antigo que as pessoas ainda pensem que o amor entre duas pessoas só será completo caso elas gerem um ser vivo que se origine exclusivamente do DNA dos dois. Mais uma vez: ninguém faz essa pergunta a alguém ao descobrir que essa pessoa é naturalmente estéril, faz? Also, alguém já parou para pensar em quantas crianças já existem no mundo loucas por um lar cheio de amor? Eu simplesmente não consigo aceitar que para amar uma criança ela precise ter meus genes ou sair do meio das minhas tripas. E se o amor da minha por acaso cogitar que eu não seja adequada pra ele porque não posso gerar filhos "legítimos", definitivamente ele não é o amor da minha vida.


Resumindo, a maioria das perguntas não gira em torno de você ou da sua vontade, mas da vontade de uma pessoa que ainda nem existe na sua vida, e isso é inaceitável pra mim! Hoje eu não penso nem em gerar uma criança - até porque já providenciei para que isso não acontecesse - e nem em adotar, porque acho que não conseguiria suportar a pressão de todos os dias imaginar se meu filho voltaria vivo da escola ou não seria sequestrado no meio do caminho pra padaria. Se um dia conseguir lidar emocionalmente com essas questões, a adoção será uma ideia muito bem-vinda.

Não se engane ao pensar que a partir do momento que seu pedido for deferido que seu desgaste acabou: você vai continuar ouvindo questionamento de todas as pessoas possíveis/imagináveis: eu estava sendo sedada na sala de cirurgia e continuava respondendo aos profissionais como eu havia conseguido aquilo e se eu tinha certeza.


Sistema Público de Saúde

Eu considero 4 meses um tempo aceitável entre meu pedido e a liberação da cirurgia. Não digo isso apenas levando em consideração a lentidão da saúde pública, mas é diferente você saber que tem certeza do que quer antes de entrar com o pedido e depois. O passo já foi dado, e esses meses são um tempo que pode vir bem a calhar para uma reflexão mais profunda sobre suas razões e motivações.

Minha cirurgia foi marcada para as 20:00 horas e a orientação era para que eu estivesse no hospital às 12:00 horas para internação. Mas o que aconteceu foi que não havia leitos disponíveis para todos e eu e minha mãe fomos obrigadas a esperar na recepção durante seis longas horas no desconforto de uma poltrona apertada e muito, muito calor. Talvez essa tenha sido a pior parte.

Depois da cirurgia os leitos continuaram raros, e fomos obrigadas a ficar, eu mais umas dez pessoas, em um cômodo que é usado para o paciente se recuperar da anestesia e então ser encaminhado para o quarto. Mas sem quartos... O jeito foi improvisar. A parte boa é que acabei fazendo amizade com a mulherada e o tempo acabou passando mais rápido.

Resumo da ópera: no outro dia, por volta das 15:00 horas eu já estava a caminho de casa. E hoje, um pouco mais recuperada, escrevo meu relato, a fim de esclarecer de uma vez esse mito e de mostrar que é possível. Basta um pouco - ou talvez não tão pouco - de paciência e insistência.

Ah, e eu não poderia deixar de citar o caso de uma das mulheres que conheci lá: seu nome é Lucy e ela estava se recuperando de uma mastectomia. Lutando contra o câncer, a maior força ela está tirando dos quatro filhos, todos adotados! Alguém ainda acha que ela é menos mãe por isso?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Porque as telenovelas me irritam


Talvez eu deva começar fazendo uma observação: a última novela que eu realmente acompanhei foi O Clone, que foi exibida em 2001/2002 - ou seja, eu tinha 18 anos. Mas a essa altura já achava tudo muito clichê e canastrão.
A novela traz tudo em preto e branco. Os mocinhos são o exemplo da benevolência e ingenuidade. Os vilões são o total oposto. São praticamente a representação do coisa-ruim na Terra. Não apresentam sequer um episódio de bom caráter, conseguem ser maus até dormindo.

Ninguém parece se lembrar que por via de regra, todos nós temos um pouco de coisa boa, e um pouco de coisa ruim (ok, como uma pessoa que não curte muito os seres humanos em geral, acabo achando que a maioria tem muito mais coisa ruim do que coisa boa, mas você entendeu onde eu quero chegar). Quero dizer, eu mesma tenho bastante orgulho do ser humano no qual me tornei, mas admito que tenho meus defeitos, que não são poucos. E certamente você também tem.

Mas voltando à novela. Pode parecer hipocrisia a crítica ao formato da novela vindo de uma pessoa que acompanha umas 20~30 séries diferentes (não, eu não tenho vida social. Ainda tenho que dividir o resto do tempo entre o trabalho, os animes, os filmes, os mangás, os livros, o blog, uma página no facebook, um PS2, duas cadelas, cinco gatos - 2 meninas e 3 meninos -, uma mãe e a tentar escrever um livro que vem se arrastando por anos), e realmente, se for levar em consideração o modelo, ambos são bem parecidos.

Mesmo as séries mais pesadas, como Breaking Bad, apresentam um elemento muito em comum com a novela: o drama. Intriga, traição, manipulação... Tudo isso tem. E geralmente também usam um recurso que é bastante explorado nas novelas, que é terminar um episódio com o suspense do que vai acontecer no próximo. Quem nunca, né?

Lembrando que estou falando aqui de uma maneira generalizada, pois exceções podem acontecer dos dois lados, as séries são muito diferentes das novelas porque os mocinhos cometem erros. Fazem coisas ruins, às vezes - às vezes, muitas vezes. Nos deixam com raiva deles. Os vilões também têm suas qualidades. E às vezes fazem coisas que nos fazem desejar que todos tivessem um final feliz.

E aí eu chego no ponto principal da minha dissertação: o final. Novelas me irritam profundamente porque é sempre uma questão de tempo - no caso, o final da novela - para que o mocinho tenha seu tão esperado final feliz, e o vilão, por via de regra, morre/vai preso/acaba numa situação de muito sofrimento ou se redime de uma maneira mágica e instantânea. De um dia pro outro ele descobre que é na verdade uma pessoa boa, apenas incompreendida e seguia o caminho errado, e aí se torna um ícone de tudo o que é mais louvável.

A vida não é assim. Não importa o quanto você se esforce para ser bom, correto e honesto. Isso nunca será o bastante para garantir seu final feliz. Não quer dizer que não seja bom ser assim, embora eu ache que isso é natural de cada um: ou você tem prazer em realizar coisas boas ou não. Não se pratica o bem esperando algo em troca, é simplesmente algo que vem de você.

Não, sua bondade não será recompensada com coisas boas acontecendo na sua vida. E infelizmente, não, suas ações maliciosas e prejudiciais - aos outros e/ou a você mesmo - não serão punidas magicamente com acontecimentos trágicos ou catastróficos. Pelo menos, não necessariamente. As duas coisa acabam acontecendo com todos nós, uma hora ou outra. Mas absolutamente não se aplica ao princípio da alquimia e da troca equivalente.

Durante os dias normais, enquanto fico no computador ou fazendo outras coisas que requerem um pouco mais de atenção, eu deixo a televisão ligada para fazer barulho. Porque eu gosto muito de música e a música acaba drenando toda minha atenção pra ela. E com isso acabo "pescando" uma ou outra coisa que acontece nas novelas. E aí eu acabei conhecendo o caso da dançarina de cabaré que se apaixonou por um monge budista, na novela das 18hs.

Nas férias, com bastante tempo ocioso e menos preocupações na cabeça, acabei prestando mais atenção nessas novelas em alguns dias. E em um deles eu vi uma cena que me tocou profundamente. Essa moça, Matilde, acaba confessando seu amor pelo monge, e ele, completamente devoto a sua orientação espiritual, se encontra incapaz de retribuir o amor dela, o que acaba causando uma sensação de muito sofrimento. Em um episódio, acontece um beijo lindo entre os dois, que acabaria se revelando apenas imaginação dela. E num outro dia, depois de alguma coisa que eu não assisti, ele resolve voltar pro Himalaia para se afastar da moça e impedir toda aquela dor.

A despedida deles foi muito triste, e aí entra um fator muito importante: exatamente nessa época eu estava passando por uma situação pessoal muito semelhante - não, eu não estou/estava apaixonada por um monge budista -, tentando lidar com a rejeição de uma pessoa que, assim como o dito monge da novela, admirava e gostava da dançarina, mas simplesmente não a amava. Tem coisas na vida que são assim, não tem como a gente fazer ou desfazer, né? Amar ou não alguém não está ligado a qualquer interruptor que você aciona quando quer ou precisa. Acontece. Esse fenômeno também é conhecido como friendzone, mas tenho a impressão que só os homens podem se lamentar quando isso acontece, porque só eles são dispensados quando tratam a mulher com carinho e respeito (por favor, parem. Simplesmente parem de se vitimizar assim)

Então isso mexeu muito comigo, eu me identifiquei muito com aquela situação e aquele momento, porque aquilo sim parecia humano e possível, as coisas na vida da gente dão errado, gente. É assim que acontece na maior parte do tempo. E é por isso que a gente se sente tão feliz quando as coisas dão certo. A satisfação do sucesso é potencializada quando comparada à frustração da falha.

Pois bem, mas por um instante eu esqueci que se tratava de uma novela da Globo. E o que aconteceu? Durante uma peregrinação o monge teve uma revelação de que sim, amava aquela moça e que tudo o que tinha vivido até então era apenas um caminho que o tinha preparado para aceitar aquele amor. Então, ele tratou de voltar para o Brasil e até onde eu sei ele e a Matilde estão vivendo felizes para sempre - essa é minha última semana de férias, então já não venho acompanhando mais o que anda acontecendo.



Entendeu onde eu quero chegar?

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sobre envelhecer e o preço da nostalgia

grumpy cat birthday

Meu aniversário foi há alguns dias, e eu finalmente avancei pra casinha do 3.0 - como disse uma amiga semana passada: o único jeito de parar de envelhecer é morrer, então deixa quieto. Mas mesmo com esse pensamento otimista em mente, é meio difícil evitar essa pontinha de melancolia.

Enquanto você ainda está na casa dos 20, parece que não tem muita diferença entre 21 e 29... Afinal, você está na casa dos 20, o que insinua juventude. Eu deixei de ser "ultrajovem" por volta dos 22 ou 23 anos. Sexo casual, balada, virar madrugada bebendo, tudo isso foi muito divertido e eu não me arrependo de nada - mentira deslavada, me arrependo de uma pá de coisa -, mas essa fase passou.

Não foi um processo imediato. Durante um tempo, talvez alguns anos, continuei me enganando. De repente pode ser que isso tenha acontecido com você, também. Ou que ainda esteja acontecendo. E coisas que antes me traziam apenas satisfação começaram a apresentar uma sensação de satisfação momentânea acompanhadas de frustração e decepção nos dias/semanas seguintes.

Enquanto eu não percebi que o que antes me fazia bem, agora me fazia mal, continuei machucando a mim mesma. A partir do momento em que eu comecei a perceber isso, comecei também a levar um estilo de vida bem diferente de antes, levando em conta o que me faz bem e o que me faz ficar em paz.

keep distance
distance morceau 008-008 by fellcoda, on deviantART
Hoje em dia tenho uma tendência a ficar bem mais tempo dentro de casa do que fora, sem considerar sair para trabalhar, claro... Já que isso não é opção. A apreciar mais a companhia de um bom filme, livro, anime ou dos meus gatos do que da maioria das pessoas na maior parte do tempo.

Isso não quer dizer que eu tenha deixado de amar meus amigos ou que eu não goste mais da companhia deles, de maneira alguma. Só quer dizer que aprendi a gostar mais da minha própria companhia. Que aprendi a valorizar os momentos de introspecção e silêncio.

Muita gente confunde isso com um sentimento negativo, mas não é. É apenas uma transformação. Todos nos transformamos, uns mais cedo, outros mais tarde. Alguns se transformam poucas vezes e outros, muitas. Algumas transformações são quase imperceptíveis, outras chocam até a nós mesmos.

É realmente estranho. Talvez para algumas pessoas não faça diferença alguma, mas para mim, entrar na casa dos 30 foi um divisor de águas. Principalmente em relação à saúde, física e mental. E percebi que para manter a sanidade, preciso manter também uma certa distância do mundo.

grumpy cat birthday

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Same old shit

 Down in a hole by ~matmoon, on deviantART

Sou dessas pessoas que está mais ou menos acostumada a se sentir pra baixo.
Sempre acompanhada por uma sensação de melancolia e de vazio.

Alguns dias são melhores, outros piores.
Poucos praticamente insuportáveis. Poucos realmente memoráveis.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Rio de Janeiro continua sendo...

Quinta da Boa Vista, pertinho da casa do Renato:

Foi no final de semana retrasado, feriado da semana santa. Eu embarquei na sexta-feira, para voltar no domingo. O tempo seria curto, mas eu sabia que valeria a pena.

terça-feira, 27 de março de 2012

O tabu de não ser mãe

Houve um tempo em que eu tinha pavor de ser mãe por ser muito nova. Com o passar do tempo esse medo foi incrementado por não ter condições financeiras para arcar com uma criança. Mais tarde, ficou só a parte do financeiro, mas de certa forma eu me sentia pronta para a maternidade.

Hoje, com 28 anos, e isso já faz um bom tempo, eu simplesmente não quero mais ser mãe. E esse sentimento foi multiplicado infinitamente por trabalhar em uma escola municipal de Ensino Fundamental de um bairro de classe média/classe média baixa.


domingo, 22 de janeiro de 2012

Trem de passageiros: Belo Horizonte - Vitória

Já há alguns anos meu pai havia me falado dessa viagem de trem que faz MG - ES (e também o contrário), mas por um ou outro motivo, acabava não acontecendo. Até que durante 2011 fomos nos organizando para que minha visita esse ano fosse pela ferrovia. Conversei com um primo meu e acabamos indo em uma pequena turma de cinco pessoas.

Optei pela classe econômica, pois além de uma diferença considerável no preço - R$ 54,00 contra os R$ 94,00  da classe executiva -, faz parte da minha ideia de diversão o vento na cara e tudo mais. A viagem não se trata apenas de chegar lá. O trajeto também faz parte.

O percurso costuma ser feito em aproximadamente treze horas. O trem parte de Belo Horizonte às sete e meia da manhã e chega na estação de Pedro Nolasco (Cariacica) pouco mais de oito da noite. Mas esse ano, por causa das chuvas que afetaram tanto Minas Gerais quanto o Espírito Santo, a viagem atrasou em quase cinco horas. Em alguns trechos, o trem precisava andar em velocidade bastante reduzida, chegando até mesmo a parar em alguns momentos. Nessa foto, dá para perceber o quanto a água se aproximou dos trilhos - e isso porque já havia escoado bastante:


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Rumo a 2012 (porque de 2011, já estamos todos fartos)

Ano passado fiz uma lista de resoluções inspirada no blog da minha querida amiga MW, e ao chegar ao final de mais um ano, mais uma vez inspirada por uma postagem dela, resolvi fazer um apanhado das promessas do ano passado, ver o que consegui concretizar e as vergonhas que passei por deixar passar. Ainda bem que não prometi parar de fumar, porque né?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quero esquecer de esquecer! (ou lembrar de lembrar)

Nomes, números, rotina, repetição. A tudo isso eu me ajusto muito bem. É fácil lembrar de lavar a louça, o cinzeiro, o nome dos filmes que eu vejo, das pessoas que eu conheço, dos livros que leio, número de matrícula, RG, CPF (meu e da minha mãe, veja só.) e até de personagens de livros/filmes que li/assisti há anos.

Quer dizer, meu cérebro arquiva informações com grande facilidade, mas na hora de me lembrar qualquer pequena coisa que fuja da minha rotina... Vai tudo por água abaixo. Não sei se é por causa do final de ano - trabalho em uma escola municipal -, mas ultimamente tem ficado mais e mais grave.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vou sentir saudades (mentira!)

Vou sentir saudades de compartilhar exatamente tudo o que eu estava pensando e sentindo, mesmo sem saber se alguém do lado de lá se importava.
Vou sentir saudades de ter de seguidores quase o dobro de seguidos e me iludir que isso me tornava uma pessoa especial.
Vou sentir saudades de ter meus comentários analisados, julgados e sendo alvo de indiferença, desprezo e deboche alheio.
Vou sentir saudades de ler um sem número de indiretas e ficar mentalmente roendo as unhas tentando adivinhar se era ou não para mim.
Vou sentir saudades de perceber que eram mesmo para mim.
Vou sentir saudades de ter minhas opiniões dissecadas, mal compreendidas e distorcidas.
Vou sentir saudades de confundir seguir e ser seguida com amizade.
Vou sentir saudades de me decepcionar com opiniões pequenas e ácidas vindo de pessoas que eu considerava importante, de alguma maneira.

Mentira, não vou sentir saudades de nada disso. Tem momentos em que você precisa analisar se uma coisa continua funcionando para você ou se você está apenas apegado àquele relacionamento vicioso e nocivo. E depois de pesar isso tudo, resolvi excluir minha conta no twitter, e o facebook que não se cuide, ou vai acabar no mesmo buraco.

Eu, como a maioria de vocês, já lido com bastante dificuldade lá fora para ter que enfrentar esse tipo de coisa dentro do conforto do lar, vindo de pessoas com as quais você sequer é obrigado a conviver. Praticar o desapego, não é como dizem?

Cansei dessa merda.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

8 motivos que me fazem gostar mais do frio do que do calor

1 - Conforto. É fácil jogar uma roupa sobre a outra para se aquecer, principalmente no Brasil, onde não alcançamos mínimas absurdamente frias - salvo algumas cidades do Sul em algumas épocas do ano -, mas ainda assim são baixas comparadas aos invernos europeus. No calor você pode ficar nu que o desconforto permanece. Haja ventilador e ar condicionado - para quem pode.

2 - Insetos. Baratas, formigas, pernilongos e outros voadores e rasteiros em geral praticamente desaparecem. Não é à toa que os surtos de dengue acontecem no verão.

3 - Romance. Quem aguenta andar abraçadinho ou de mãos dadas enquanto tudo o que os une é suor? Compare isso a uma cama com uma coberta quentinha e uma boa companhia e meias. Nem sexo parece uma ideia interessante quando tudo que você quer é um lugar privilegiado na frente do ventilador ou da janela mais próxima.


4 - Elegância. É mais fácil ficar bonito. Você pode vestir um pijama da vovó e colocar um belo casaco por cima que ainda vai parecer bonito. Com menos pessoas loucamente preocupadas em vestir o menor número de peças de roupas possível, a possibilidade de encontrar breguice e falta de noção nas pessoas é bem menor. Salvo algumas que não se salvam nem à beira de um apocalipse divino.

5 - Beleza. Não são só as pessoas que ficam mais bonitas. A cidade também fica. As ruas e bairros criam uma atmosfera de aconchego, as árvores ficam mais verdes, a paisagem inspiradora.

6 - Dignidade. As mulheres sabem o quanto é difícil manter uma maquiagem no rosto enquanto sua pele parece querer derreter com a temperatura elevada. E não estou falando daquela maquiagem que mais parece uma máscara e transforma o rosto das pessoas, não. Uma simples camada de base e uma caminhada sob o sol de meio dia te fazem sentir um boneco da Casa de Cera. Fazer escova nos cabelos? Te redime de todos os pecados possíveis imagináveis que você já tenha cometido. E ainda te deixa com crédito.

7 - Disposição. Salvo aquela parte de acordar cedo para ir trabalhar, e a hora de ir tomar banho, tudo bem. No frio as pessoas ficam mais sociáveis - calor humano - e dispostas, enquanto aquele sol escaldante te desanima de toda e qualquer coisa que você pense em fazer. Andar pelo centro da cidade é quase um passeio pelo purgatório.

8 - Gastronomia. Sopa ou chocolate quente no verão parecem um martírio, mas sorvete ou uma cerveja bem gelada no inverno são tão gostosos quanto.

Desperta bom humor nas pessoas. Ou não.
Tudo em excesso é ruim, mas calor em excesso é muito pior do que frio em excesso. Todas observações são baseadas em meus próprios sentimentos e pensamentos, tenho certeza que trocentas pessoas discordam de mim, mas, honestamente, I don't care.

sábado, 29 de outubro de 2011

O dia (a noite) em que beijei o McGee

Já não é novidade para quem me segue no twitter, há pouco tempo sonhei que beijava o Agente Especial Timothy McGee. Que atire a primeira pedra quem nunca sonhou que beijava, transava, bebia e/ou socializava com algum astro da música ou do cinema - ou de qualquer outra coisa.


Ele não é nenhum galã (embora eu já tenha sonhado com alguns, confesso), mas o jeito doce do personagem me encantou desde o início. Confesso também que tenho uma certa queda por nerds/geeks. A questão é: a gente não controla o teor ou o conteúdo do que sonha. E nesse sonho, eu ganhei o beijo mais gostoso dos últimos anos. E sim, estou contando os da vida real. Era cheiroso, macio e molhado na medida certa. Era verdadeiro. Era somente um beijo. Nada mais do que isso.

Não me recordo do contexto do sonho, mas sabe aquela sensação, a "tensão pré-beijo" que antecede o momento do primeiro beijo que você dá em alguém? Que você sabe que vai acontecer, mas por dentro permanece a sensação de dúvida? Como se na hora H alguma coisa fosse interromper? Clichê de cena de filme, mas acontece. Acontece comigo, pelo menos. Já aconteceu, pelo menos.

E esse é o meu ponto. Não é sobre o sonho, sequer sobre o McGee. Mas sobre o beijo. Sobre não me lembrar qual foi a última vez que beijei alguém com essa inocência sincera. Qual foi a última vez que beijei alguém - pela primeira vez - sem estar sob influência - mesmo que mínima - do álcool.

Pior: não me lembro da última vez em que beijasse alguém sabendo que aquilo não iria terminar em sexo. E veja bem, minha vida sexual não é das mais agitadas. Bem, pelo menos não ultimamente. E quando digo ultimamente, quer dizer que já faz um bom tempo. Houve uma época... Que hoje é passado. Mas isso não impede que meus últimos beijos tenham sido de certa forma, falsos. Um pretexto para os "finalmentes". Alguém consegue perceber o quanto isso soa triste? E de fato, é triste.

Desejo é uma coisa boa, não vou atingir o nível crítico de hipocrisia ao negar isso. Mas às vezes é bom receber um beijo apaixonado e carinhoso, e não só cheio de tesão. Nesses momentos a gente dá valor até àquele selinho de oi ou tchau que se dá no namorado.

Bem, se você entendeu o que quis dizer até aqui, não preciso me estender mais. E se não entendeu, qualquer coisa que eu pudesse dizer ou explicar a partir desse ponto não faria diferença alguma. O mais engraçado - ou trágico - disso tudo é que agora não posso mais assistir nenhum episódio de NCIS sem que olhe para o Timmy - cheia de intimidade - e me encante com seus olhos verdes. E fica ainda pior: quando olho para ele, fica a sensação de que de fato rolou alguma coisa entre nós.

Loucura? Talvez. Mas eu faria qualquer coisa para ter acesso àquele beijo de novo. Mesmo que - OBVIAMENTE - não viesse da boca dele.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Boa noite, travesseiro

Às vezes é um amigo, às vezes inimigo. É quando deito nele a cabeça que faço o balanço não só do dia que passou, mas da vida toda de uma maneira geral. É quando me envergonho de atitudes pouco louváveis que já tive, onde me lamento por todas as promessas que fiz - principalmente para mim mesma - e não cumpri, onde planejo como as coisas serão diferentes "amanhã".

Tomo decisões, firmo contratos imaginários, choro e penso, penso incansavelmente. Na verdade, cansa sim. Cansa muito. Às vezes não choro de tristeza, choro de tanto pensar. Lembro de todas as coisas boas, mas também das ruins. É quem mais me faz companhia e divide comigo os pensamentos mais profundos, aqueles que eu não divido com ninguém, que talvez não quisesse dividir nem comigo mesma.

Mas dele... Dele não escapa nada. Se meu travesseiro pudesse contar histórias, talvez surpreendesse até a mim. Contaria coisas das quais eu nem lembro. Me lembraria de todas as coisas que eu já pensei em dizer mas esqueci, ou simplesmente desisti. Como um bom amigo, me diria todas as noites para não desistir, e que vai estar me esperando na próxima noite, sedento por novas e boas notícias. Que independente do que acontecesse, estaria ali me esperando, para descansar minha cabeça mais uma vez.

Boa noite, travesseiro.

domingo, 2 de outubro de 2011

Tattoo x4

Como é de praxe, eu sempre compartilho com vocês minhas experiências "tatuásticas". As duas últimas foram feitas quinta-feira agora, dia 29 de setembro. Já há muito tempo eu estava procurando um gato para colar no corpo, e embora já tivesse aqui comigo várias opções satisfatórias - confesso que ainda pretendo fazer alguma delas -, me deparei com uma que achei bastante interessante.

Skelanimal
Então, de presente de aniversário - que foi dia 25 de setembro -, ganhei do meu pai a grana pra fazer. E assim, segui para o estúdio do mesmo tatuador que fez a primeira e a segunda tattoos. E aí isso foi o que rolou:

Rabicando

Processo

Resultado
E como se não fosse o bastante, ainda emendei um um singelo rabisco no pulso, que já queria fazer desde o ano passado:

=^.^=

E assim eu fiquei:

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Realidade da - falta de - educação no Brasil

No dia 08 de setembro de 2011, pediram para eu digitar - transcrever - um relatório, aqui no meu serviço. Conforme ia passando do papel para o computador, ia ficando mais embasbacada com o conteúdo. Para quem ainda não sabe, eu trabalho em uma escola municipal, em um turno que atende o 1º ao 6º ano - que seria do pré (introdutório) à 5ª série -. Sem mais delongas, vou compartilhar o conteúdo com vocês, ocultando nome e data de nascimento da criança, assim como sua filiação.

O aluno XX, filho de XX e XX, data de nascimento XX/XX/XXXX, está matriculado nessa Unidade Escolar no 4º Ano (3ª Série) do Ensino Fundamental de 09 anos. É inteligente, mas não tem interesse nenhum em aprender. Vem sempre contrariado pra escola e fala que só vem porque é obrigado. Também fala que não gosta de estudar.
Desde seu ingresso nessa escola vem apresentando problemas de indisciplina, é agitado e agressivo com os colegas e professores. Anda muito pela sala, tumultua a aula e quando sua atenção é chamada, estrapola, grita, xinga, chuta porta, ameaça que vai jogar a carteira pela janela, que vai fugir da escola e se jogar debaixo do primeiro carro que passar.
Já foi remanejado de sala duas vezes, mas os problemas permaneceram: agitação, agressividade e calúnia aos professores, fala que o pai vai processar a escola e também que a mãe foi orientada por uma advogada para que ele grave tudo o que acontece na escola para usar como evidência no processo.
O caso do referido aluno já foi encaminhado para a Secretaria Municipal de Educação. A inspetora já está ciente da situação, marcou uma reunião com os pais do aluno, para juntos, escola e família, buscar possíveis soluções para o problema mas os pais não compareceram à convocação.
Estamos encaminhando o menor à Promotoria da Vara da Infância e da Juventude desta cidade.
Pedimos ajuda urgente, pois temos receio de conversar com o aluno e seus familiares, pois tudo o que é conversado é distorcido pelo mesmo, dando sua própria versão para a família, que só acredita nele.
A escola está aberta a qualquer discussão que vise o bem estar do educando.

A partir daí, tirem as conclusões que quiserem.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

#DiaComMAISGATOSnaInternet

É isso mesmo. Dia com MAIS GATOS na internet. Essa é uma iniciativa do blog da Gata Lili, em resposta a um sujeito que tentou instituir, justamente no Dia do Veterinário, que o dia 09/09/09 fosse um dia que não se falasse de gatos na rede.

OI?
Não importa qual seja o motivo, para qualquer gateiro isso é um verdadeiro absurdo. Afinal, para quem gosta desses animais pra lá de perfeitos, ficar sem gatos, seja na vida real ou na internet, por qualquer tempo que seja, é um castigo pra lá de medonho.

Então, a proposta dela é bem simples. Façamos uma avalanche felina nesse dia. Vale trocar a foto do avatar, fazer uma postagem no blog, invadir o tumblr, publicar vídeos, fotos e qualquer outra coisa que sua imaginação permitir, para mostrar que para nós, gateiros de plantão, não só hoje, mas que todo dia é dia de gato!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Conquista (?)

Um amigo meu abriu uma discussão - amigável - no twitter com a seguinte frase: "qualquer mulher que você tenha que se esforçar para conquistar, não vale a pena.". Eu concordo, e vou explicar o motivo.

Para início de conversa, o que quer dizer conquistar?

conquistar con.quis.tar (lat med conquistare) vtd 1 Subjugar, submeter pela força das armas; vencer: "Conquistar terras alheias" (Luís de Camões). 2 Adquirir à força de trabalho; alcançar: Conquistar a reputação, a subsistência. Com as suas poesias conquistou os louros de insigne versejador. Em vários combates conquistou fama e glória. Pelas suas obras e virtudes, conquistou renome imperecível. 3 Adquirir, ganhar, granjear (amizade, corações, ódio etc.): "Conquistou-o em pouco tempo" (Francisco Fernandes). Com dedicação e meiguice, conquistou-lhe o coração. 4 Conseguir o amor de: "João Homem... deixou-se estar por Coimbra a conquistar senhoras" (Camilo Castelo Branco). 5 Atrair: Esforçava-se por conquistá-lo à sua política.

Tendo isso em vista, temos duas possíveis interpretações aqui nesse caso: Ou você conquista alguém pelo que tem a oferecer ou consegue isso na marra. E quando colocamos essa interpretação na frase que iniciou a discussão, na minha visão, se esforçar para conquistar alguém... Not good.

Para começar, a conquista não pode - pelo menos não deveria - ser unilateral. Eu não espero ser o tipo de pessoa tão boa que inspire em outras pessoas a ideia de que me conquistar será um ato árduo e penoso, tendo que se sobressair a outras pessoas para que isso aconteça.


Acho que a conquista acontece aos poucos, e mutuamente. Se alguém tem que fazer força para te conquistar, quer dizer que alguma coisa nela de alguma forma te impede de fazer isso acontecer de forma natural. Flores, jantares, passeios? Isso tudo é muito legal, se você sentir prazer no que está fazendo. Não obstante, a outra pessoa tem que sentir prazer também, e não usar isso como algum tipo de artimanha para ganhar sua admiração - ou sabe-se lá mais o que - e depois talvez nem ela mesma saiba o que fazer com isso.

Nós podemos controlar nossos atos - bem, depende do nível de entorpecentes envolvidos... JUST KIDDING! -, mas não podemos controlar nossos sentimentos. Mencionei isso por causa de uma frase dita no ato da conversa: "Porém, quando se está conhecendo a pessoa, eu acho que não devo ser fácil demais". Pois eu digo mais: independente de eu concordar ou discordar com isso, no auge de meu limitado raciocínio enquanto ser humano, acho que se alguém realmente faz questão de te conquistar, isso deve ser pelo que você representa não só para ela ou para o mundo, mas para você mesmo...

Quero dizer, somos todas pessoas diferentes (com a graça dos céus), e reagimos de maneira diferente uns dos outros nas mais variadas ocasiões. Independente de você ser uma pessoa regida mais pela moral e bons costumes ou impulsionada pelos desejos e pelos momentos, cabe ao indivíduo te aceitar exatamente pelo que você é. Porque se for para fingir - e pior do que fingir para os outros, é fingir para você mesmo - que você quer uma coisa enquanto quer outra ou que está sendo uma pessoa quando na verdade é outra...


Uma das duas coisas vai acontecer: ou você vai se decepcionar, ou vai decepcionar alguém. E o resultado disso, é que ambos vão perder seu precioso tempo enquanto seres vivos andantes e - supostamente - pensantes.

Se alguém me agrada, não vejo motivo para desperdiçar ótimos momentos juntos fazendo jogos de conquista.  Se não me agrada, não vejo motivo para desperdiçar o tal precioso tempo - meu, ou dos outros - fantasiando uma situação que existe e nunca vai existir. O importante é passar tempo juntos e deixar acontecer o que tiver que acontecer, e se não acontecer, paciência.

Se essa pessoa não for boa o suficiente para você, torne as coisas claras e não a mantenha presa a você. Você é melhor do que aqueles doentes mentais que acham bonito ter milhares de pretendentes sendo que na verdade não se interessam por nenhum. Se você não for bom o suficiente para essa pessoa - indo para a cama no primeiro encontro, por exemplo -, significa que ela nem deveria ter entrado na sua vida.

Se você é fácil demais, é bom prestar atenção nos aproveitadores. Se é difícil demais, pode estar perdendo ótimas ótimos momentos e oportunidades. Leve a vida com leveza, se divirta, esqueça os conceitos, viva, divirta-se e permita-se proporcionar isso a outras pessoas, também.

Só eu acho as coisas simples assim?

Cuidado com os viciados na adrenalina da conquista!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Orgulho (?) Hetero

Eu tinha me comprometido a escrever sobre esse tema, mas esse é um assunto que me irrita tanto que todas as vezes que eu ensaiei o texto na minha cabeça, fiquei tão emputecida que desisti. Mas não posso deixar passar em branco, por isso, vou usar dois vídeos na internet que sintetizam com bastante fidelidade a minha opinião sobre o assunto. E tendo em vista que o discurso deles representa o meu, nem resta muito realmente para escrever.


E como se não fosse o bastante, nossa imbecilidade ultrapassou as fronteiras!


Sem mais. O danado ainda é ouvir de uma pessoa que atua na área da educação algo do tipo "eles fazem e tudo bem, quando nós, que somos normais fazemos, eles acham ruim?" Vou te falar quem é normal, amiga. Aliás, não vou falar quem é normal. Mas certamente não é você.

By the way, não que interesse muito, mas eu sou hetero. Sem orgulho nenhum.

sábado, 13 de agosto de 2011

Sal de frutas


Alívio imediato. Basta adicionar água, esperar borbulhar e mandar pra dentro. E não é que funciona mesmo? Fico a me perguntar quando é que vão inventar o sal de frutas para a mente, para a alma e para o coração. Imagino a sensação de alívio imediato agindo sobre minhas angústias, questionamentos, dúvidas, lamentos e dores. De dar inveja até a Raimundo Fagner com suas borbulhas de amor.