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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Rio de Janeiro continua sendo...

Quinta da Boa Vista, pertinho da casa do Renato:

Foi no final de semana retrasado, feriado da semana santa. Eu embarquei na sexta-feira, para voltar no domingo. O tempo seria curto, mas eu sabia que valeria a pena.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Trem de passageiros: Belo Horizonte - Vitória

Já há alguns anos meu pai havia me falado dessa viagem de trem que faz MG - ES (e também o contrário), mas por um ou outro motivo, acabava não acontecendo. Até que durante 2011 fomos nos organizando para que minha visita esse ano fosse pela ferrovia. Conversei com um primo meu e acabamos indo em uma pequena turma de cinco pessoas.

Optei pela classe econômica, pois além de uma diferença considerável no preço - R$ 54,00 contra os R$ 94,00  da classe executiva -, faz parte da minha ideia de diversão o vento na cara e tudo mais. A viagem não se trata apenas de chegar lá. O trajeto também faz parte.

O percurso costuma ser feito em aproximadamente treze horas. O trem parte de Belo Horizonte às sete e meia da manhã e chega na estação de Pedro Nolasco (Cariacica) pouco mais de oito da noite. Mas esse ano, por causa das chuvas que afetaram tanto Minas Gerais quanto o Espírito Santo, a viagem atrasou em quase cinco horas. Em alguns trechos, o trem precisava andar em velocidade bastante reduzida, chegando até mesmo a parar em alguns momentos. Nessa foto, dá para perceber o quanto a água se aproximou dos trilhos - e isso porque já havia escoado bastante:


sexta-feira, 15 de abril de 2011

O encontro

Ensaiei escrever essa postagem dúzias de vezes. Mas nunca soube direito o que dizer. Então vou simplificar, contando a história:

Conheci muitas pessoas ao longo dessa caminhada virtual que tenho feito pelo mundo blogosférico, e quando estava indo para Vila Velha em janeiro desse ano, descobri que uma dessas pessoas morava por lá, e marcamos de nos encontrar. Telefones e endereços trocados, eu não podia imaginar que a casa dessa pessoa ficava tão perto de onde me hospedei, e daí pra frente, praticamente nas duas semanas que passei por lá, além da companhia do meu pai, a companhia dela foi frequente e muito especial!

É estranho pensar que apesar de muito parecidas, somos também tão diferentes, e talvez tenha sido isso que tornou tudo ainda mais legal, pois no pouco tempo que passei por lá, voltei com a cabeça e com meus sentimentos bem diferentes em relação a muita coisa. Talvez seja na diferença que aprendemos mais, vai saber.

Meu pesar é que ela já não está mais lá, a danada se mudou para o canto sul do planeta - mentira, do Brasil -, e vai saber quando é que vou poder dar as caras por lá - ou ela por cá -. Mas graças à internet, essa distância se encurta, mesmo que, mais uma vez, virtualmente. Não nos falamos todos os dias nem trocamos confidências constantes, mas é uma amizade que considero muito verdadeira, de um jeito especial.

Sem mais, selecionei algumas fotos. Aqui, o link para a postagem dela, que confesso que me arrancou lágrimas dos olhos. Saudades de você, XX!



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O dia em que andei de avião

Imagine uma pessoa que tem medo de andar de elevador voando naquele pássaro de metal enorme. Não, não foi a minha primeira viagem de avião. Já voei várias vezes, mas isso foi há mais de 20 anos. Confesso que nem fiquei assim tão nervosa, estava mais ansiosa com a viagem em si do que com o percurso.

5:20 da manhã: Sala de embarque. Embarque anunciado e logo a fila. 5:30: Sem previsão de decolagem, sem teto. Muita chuva. Senta todo mundo. 5:40: Embarque anunciado de novo. Fila novamente. Vamolá. Pega aqui seu guarda chuva, moça. Vamos subir a escadinha maldita com mala num braço e guarda-chuva no outro, muito vento. Quase saí voando lá de cima. E olha que eu sou gordinha. Sentei na janelinha. Oba, janelinha. Adoro.

Prestei atenção em todas as instruções da aeromoça. Com coisa que se o avião caísse eu ia me lembrar daquilo, né? Mas prestei atenção. Não ia deixar a moça falando sozinha. Vambora, põe esse treco no céu aí! E o aviãozinho começa a andar. Anda pra cá, pra lá, e eu já meio nervosinha. Na hora que o bicho acelerou, eu adorei. Adrenalina pura, velocidade! Quando ele alçou vôo, eu achei que ia morrer do coração. Chuva chuva chuva chuva, e ele subindo subindo subindo subindo. Mudança de pressão dentro do avião e dentro do meu corpo. Lembrei do elevador. Sabe quando ele tá subindo e dá aquele balanço básico pra parar? Aquilo. E subindo. E eu pensando "CHEGAAAA! Tá bom de subir, cacete, fica por aqui mesmo que se cair o estrago é menor!". Mas ele não me ouviu. E subiu mais.

Quando pareceu ter alcançado a altura de Deus, ele parou. Parou de subir, quero dizer. Continuou funcionando. Vamos ouvir uma musiquinha pra distrair né? Celular ligado no MODO VÔO, porque eu não tava a fim de derrubar o avião. Mas desisti logo. Vieram servir o lanchinho. Biscoito à lá Toda Hora, 2 rosquinhas Mabel e aquele suquinho que dizem que é de laranja. Mas tem um maravilhoso sabor de industrialização. Vi que algumas pessoas negaram. Eu não ia negar. Séculos sem andar de avião e ia sair sem lanchinho? Nem fodendo. Me ocorreu que os comissários devem sacar quem tem grana e quem não tem. Me ocorreu qual será o salário de um comissário de bordo.

Fiquei reparando nos anúncios do piloto, co-piloto, sei lá quem fala, que são feitos em português e inglês né? Só teve um piloto que eu achei que tinha um inglês realmente legal, que foi o que pilotou BH - Vitória. Ah, é, meu vôo teve conexão. Uberlândia - BH, BH - Vitória. E na volta Vitória - São Paulo (Congonhas), São Paulo - Uberlândia. Pra uma pessoa com medo de decolar... Né? O piloto do melhor inglês também tinha uma voz super sexy e um sotaque carioca muito charmoso. Fiquei imaginando se ele era bonitão. Devia ter falado pra aeromoça que meu sonho de criança era conhecer a cabine do piloto. Só que eu já realizei esse sonho. Quando era criança.

Enfim, cheguei, me diverti e curti intensamente os quinze dias no Espírito Santo. Quando entrei no avião, em Vitória, o coração tava tão apertado que eu achei que não ia caber dentro do peito. Mas segurei a onda. Quando o aviãozinho começou a andar, eu comecei a chorar. Chorei que nem criança, de molhar o pescoço. Chorei até ele chegar lá em cima. Hora de matar a saudade do que ficou em Uberlândia, e de começar a sentir saudade do que ficou no Espírito Santo. Hora de voltar pra casa.

Já sobrevoando Minas 

Conexão em Congonhas

Aproveitar a vista, né?

Descobri o que faz o avião voar. São os assentos!

Lanchinho da volta