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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Quando sua mãe diz que é gorda


Oi, gente. Esse texto eu tirei lá do Cinese e acho que é o melhor que eu já li sobre o tema. Embora seja um assunto muito mais discutido hoje em dia, a aparência física ainda parece ser tudo o que a gente tem que oferecer ao mundo.
As imagens daqui foram escolhidas por mim.

Quando sua mãe diz que é gorda.

Por Kasey Edwards

Querida mãe,

Eu tinha sete anos quando descobri que você era gorda, feia e horrorosa.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

"Gatos são mulheres que não se dão ao respeito"

Texto maravilhoso da Aline Valek, excepcionalmente bem escrito e ainda mais espirituoso. Gateiros irão se identificar e haters gonna hate. A única diferença é que aqui eu escolhi as imagens, que são diferentes das da postagem original, que você encontra aqui. E se eu fosse você corria pra lá porque os textos dela são todos muito bons!

Divirtam-se, catlovers!

Gatos São mulheres que não se dão ao respeito

Sensuality by ~mona-sabbath, no deviantART
 Poucas expressões na língua portuguesa são tão escrotas quanto o “você tem que se dar ao respeito”. Além de soar mal, não faz muito sentido. Mas, como todas ouvimos isso desde pequenas, sabemos bem o que isso significa: temos que ser mulheres direitas, que não falam palavrão, não gostam de sexo, não mostram partes demais do corpo, não bebem, não se divertem. Uma mulher que se dá ao respeito comporta-se de acordo com regras que ninguém sabe quem inventou, e, por estarem aí há muito tempo, ninguém se incomoda em questionar “por que merdas ainda seguimos isso?”.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sexo não é maratona

Bem, meu blog não é exatamente voltado para sexo, aliás, nem um pouco... Mas há um certo tempo venho acompanhando esse blog, da Letícia F. - nome fictício -, uma moça que vinha vivendo conforme ela mesma achava que estava certo, algo que todos nós deveríamos fazer, desde que não prejudique terceiros.

E no ritmo que ela andava, acabou concluindo que ia acabar transando com cem homens em um ano. Mas não que fosse uma meta ou coisa parecida. E dessa experiência surgiu o blog Cem Homens, que posteriormente se tornou o Cem + 1 e hoje voltou para o domínio original.

Letícia foi alvo de muitas críticas, agressões, ofensas e todo tipo de coisa que estamos acostumados a ver quando as pessoas não seguem aquele modelinho que a sociedade espera que sigamos. Mas eu digo que ela é uma pessoa feliz e bem resolvida, que sente prazer no que faz, e se todos nós fôssemos um pouquinho assim, cada um seria mais feliz também.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Gente que não gosta de gatos

Fui marcada no Facebook mês passado nesse texto maravilhoso sobre gatos - bichinhos que todos já sabem que sou perdidamente apaixonada por.

Com autorização do autor do texto - você pode conferir a postagem original aqui -, postei aqui no meu blog, com algumas imagens que catei pela internet, porque fiquei encantada. Enjoy!


segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Porque gosto de homens que gostam de gatos"


Nem só de desgosto é feito o twitter. Também acabo descobrindo bastante coisa interessante lá, como o blog da Márcia, infelizmente abandonado há um certo tempo. De qualquer forma, tem um conteúdo bastante interessante, e uma postagem em especial chamou minha atenção, e com a autorização dela vou dividir com vocês. Para conferir a postagem original, basta clicar no título do texto, logo abaixo.

Já faz tempo que estou querendo transcrever esse texto, mas minha vida estava meio turbulenta e depois dela ter virado de pernas pro ar, aos poucos vou retomando o rumo dela, e as atividades aqui no blog. Espero que apreciem. Você encontra a Márcia aqui no twitter e no blog.


Para início de conversa, não tenho nenhum interesse em levantar bandeiras aqui. Antes que me acusem de tomar partido, aviso que sou péssima em iniciar revoluções, mas ótima em defender meu território. Sempre que posso, divido idéias, troco opiniões e adquiro novos conceitos, porém, quando se trata daquilo que gosto ou admiro, tenho um latifúndio e não aceito reforma agrária nas minhas propriedades mentais. E o assunto em questão sempre me importunou, mas de uns tempos para cá, o incomodo cresceu e virou azedume. Não sou a fina flor da doçura, mas prefiro manter meu humor em ph neutro. Portanto, uma “defesa-desabafo” disfarçada de protesto se faz necessária.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mudança


MUDANÇA

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a
velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,

calmamente, observando com
atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais... leia outros livros.

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.

A nova vida.

Tente.

Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos
óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.

Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já
conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena !!!

Clarice Lispector 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"Não quero nem vou debandar...

...se posso esperar, pra te encontrar
no lugar certo, perto da hora errada."


"Era mais um dia, único e desperdiçado
O tempo voando, pra sempre e nunca ao meu lado
Era mais um dia, que sobrava do passado
Você me julgando, mas quem é que estava errado?"

- Jay Vaquer

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O verdadeiro porquê das mulheres irem ao banheiro acompanhadas

“O grande segredo de toda a mulher, com relação aos banheiros é que, quando pequena, quem a levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía:
‘Nunca, nunca sente em um banheiro público’

E, em seguida, mostrava “A Posição”, que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar, sem que o corpo, no entanto, entre em contato com a privada.

“A Posição” é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a nossa existência. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, “A Posição” é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está quase estourando.

Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma gigantesca fila de mulheres, o que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de “estou praticamente me mijando”.


Finalmente chega a sua vez - isso se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar e você fizer seu papel de boa samaritana…

Você então verifica cada cubículo por debaixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados. Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo.

Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona!!)… Não importa: você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho!!), você inspeciona a área… o chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda porque ‘nunca se sabe’…

Mas voltando à porta…

Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca “na Posição”.


Alívio…… Ahhhhhh….. finalmente…

Aí é quando os teus músculos começam a tremer…

Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.

Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça - ‘jamais sente em um banheiro público!!!’ - e, assim, você mantém “A Posição” com o tremor nas pernas…

E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar “A Posição” requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, para variar, o rolo está vazio…! Então você pede aos céus para que, nos 5 kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção…

Assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!!!


Aí você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abrí-la novamente (nisso nós, as mulheres, nos respeitamos muito) e você pode procurar seu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas percebe quão valiosos eles serão em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar do soco que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas…

A lembrança de sua mãe, que estaria morrendo de vergonha se a visse assim, passa em sua cabeça… sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público porque, francamente, ‘você não sabe que doenças você pode pegar ali!!’.

…Você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!…

Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de Corcunda de Notre Dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água… O secador, você nem usa. É um traste inútil… Você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.

Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, deixando tudo à mostra!

Nesse momento, você vê o seu amigo que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.

‘Por que você demorou tanto?’, pergunta o idiota.

Você se limita a responder: ‘A fila estava enorme’.

E esta é a razão porque nós, as mulheres, vamos ao banheiro em grupo. Por SOLIDARIEDADE, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter “A Posição” e a dignidade.

Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro.”

- autor desconhecido

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Um pouco sobre a Primavera e os Librianos (nós!)

Equinócio da Primavera
Publicado em: 21 de setembro de 2010
Nesta quinta-feira às 00h10min, com o Equinócio da Primavera, o Sol ingressa no signo de Libra. O dia e a noite têm exatamente a mesma duração, com 12 horas para cada um, e a nova estação tem início.


Trata-se de um fenômeno que ocorre duas vezes por ano. Em março, quando começa o Outono, e em setembro, quando chega a Primavera. Ambas as palavras originam-se do latim: Equinócio (aequus=igual; nox=noite) e Primavera (primo=começo; vere=verão).

Durante os equinócios, a duração do dia e da noite é a mesma porque é quando o Sol, com exatidão, nasce no Leste e se põe no Oeste. Após esse momento, temos a impressão de que Astro-Rei vai gradativamente se afastando desses dois pontos cardeais para, na medida em que o equinócio seguinte estiver se aproximando, ele retorne aos poucos.

Como a Primavera marca uma fase de renascimento da Natureza pelo fim do período de hibernação e recolhimento que caracteriza o Inverno, essa passagem sempre foi vista como a transição de um tempo de trevas para um tempo de luzes. Ela é, realmente, um momento especial do ciclo das estações. É muito bom sair para desfrutar o mundo lá fora; tudo à nossa volta tende a ficar mais agradável: o canto dos passarinhos, as flores que desabrocham tornando o ambiente mais bonito e perfumado, as cores que ficam muito mais vivas, os passeios que ficam mais alegres e divertidos... Há, de fato, mais poesia nos corações mandando para longe a melancolia tradicionalmente associada ao Inverno.

Ocorre uma inversão: a abundância de luz e energia solar abandona o hemisfério norte e se dirige ao hemisfério sul, fazendo com que aqui as pessoas se tornem mais receptivas para o mundo exterior e, consequentemente, umas com as outras. Ao ingressar em Libra, o Sol dá início a um período regido por Vênus em que os relacionamentos, o convívio, a harmonia, o senso estético e o bom gosto passam a ser mais privilegiados. Os três meses da Primavera compreendem os signos de Libra, Escorpião e Sagitário, os quais têm entre os seus predicados o acasalamento, a cópula e a capacidade de desfrutar mais livremente a rua e os ambientes.

Não à toa, Libra traz a chegada da estação romântica. É natural que as pessoas se embelezem mais e se busquem entre si. Este é um signo que reparte o Zodíaco em duas metades: a primeira, que vai de Áries a Virgem, marca o desenvolvimento do indivíduo, ao passo que a sequência de Libra a Peixes simboliza o desenvolvimento de sua socialização. Libra é união. Constituído o indivíduo, ele precisa relacionar-se efetivamente, ter mais contatos que os vínculos familiares e vicinais de Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. Em Libra ele vai encontrar pessoas de outras origens e ambientes.


Justamente por possuir esse atributo de mediação entre duas partes, Libra é o único dos signos que não é representado por seres humanos ou animais: trata-se de uma Balança. Numa busca constante por equilíbrio em seus relacionamentos e em suas atitudes, Libra prima pelo desejo de perfeição e harmonia.

Para os librianos, a idealização da imparcialidade e uma apreciação estética de natureza mais refinada são indispensáveis para conviver com as pessoas e os ambientes que os cercam. A necessidade de colaboração e concordância é essencial para este signo. São diplomatas natos, mediadores, facilitadores. Por outro lado, quando têm de fazer algo totalmente sozinhos, podem sentir insegurança e uma certa dificuldade em decidir.

Em algumas ocasiões, os librianos são criticados por precisarem muito dos outros e pela falta de profundidade que a preocupação com a aparência pode trazer. É que eles têm uma visão das coisas mais abstrata, como todos aqueles que nasceram em signos do elemento Ar. Contudo, nem sempre aquilo que idealizamos tem lugar na vida real. Os pontos fracos de Libra são a indecisão na busca da solução sempre perfeita, excesso de diplomacia em situações que peçam mais firmeza, a preocupação com o que os outros pensam e a dificuldade em dizer não.

A principal lição que este signo vem trazer é a descoberta de que precisamos uns dos outros tanto mais as nossas vidas se entrelacem. E que a harmonia, a beleza, o equilíbrio e a justiça são as chaves-mestras do convívio. Áries aqui tem muito a aprender - principalmente aqueles mais agressivos -, posto que são signos complementares. E Libra, também tem muito a aprender com Áries, pela sua assertividade e coragem.

Com a segunda metade do Zodíaco, inicia-se então o entendimento dos dualismos complementares. É hora de somar e repartir. É hora de viver mais em companhia dos outros. É a chance do encontro. Libra exige a resolução da busca por nosso complemento, ensina como criar e manter o equilíbrio em uma forma estética. Quando isso ocorre, tudo que é exterior ao indivíduo pode se harmonizar com a sua vida e vice-versa. E as relações e associações conseguem desabrochar.

Agora sabemos um pouco mais porque a Primavera é um momento tão especial: é que ela espelha uma condição de beleza e harmonia envolvendo a Natureza e todas as criaturas que nela tomam parte. Dia e noite em equilíbrio, convém nos afeiçoarmos a este espírito!

Dimitri Camiloto
Dimitri Camiloto
Biografia: Dimitri Camiloto é astrólogo do Estrela Guia.
Contato: dimitri@estrelaguia.com.br (21)9230-9776

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Terror eleitoral nada gratuito

Terror eleitoral nada gratuito
Por Ale Rocha . 20.08.10 - 16h32

De repente, o “TV Fama” extrapolou a RedeTV! e tomou de assalto todas as emissoras abertas com seu mau gosto e desfile de subcelebridades sem nada a dizer. A atração atende pelo nome de horário eleitoral gratuito.

Ex-jogadores de futebol, mulheres frutas, ex-BBBs, cantores sertanejos e humoristas são uma forma de elevar o quociente eleitoral e, assim, ampliar a presença de um partido nas bancadas federais e estaduais. Pela lei eleitoral, um candidato com alto índice de votos pode eleger outros não tão populares assim.

Frank Aguiar, Leci Brandão, Tiririca, Agnaldo Timóteo, Popó, os irmãos Kiko e Leandro do KLB, Vampeta, Ronaldo Ésper, Elimar Santos, Batoré, Mulher Melão, Mulher Pêra e tantos outros caem de paraquedas nas eleições e conseguem esvaziar ainda mais o propósito do horário eleitoral gratuito.

Como programa de televisão, são duas horas e dez minutos diários desperdiçados. A falta de conscientização do eleitor não se dá apenas por culpa do verniz do marketing político, que esconde as verdadeiras intenções e propostas dos candidatos e entrega apenas aquilo que os cidadãos desejam ver e ouvir.

O horário eleitoral gratuito não democratiza a informação, pois ela não existe. Quem em sã consciência escolhe um parlamentar a partir de discursos com segundos de duração? Diante da falta de conteúdo, a estratégia é apelar para o bizarro e o nonsense.


Não há nada de engraçado em ouvir o Tiririca afirmar que não sabe o que é ser um deputado federal, mas mesmo assim pedir seu voto, pois “pior que está não vai ficar”. Lamentável observar quem pega carona em famosos realmente célebres. Jingles de campanha assassinam clássicos como “Beat It”, de Michael Jackson, e “I Want to Break Free”, do Queen. Ninguém respeita ninguém.

Se antes de eleitos os candidatos preferem se expor a situações ridículas em vez de apresentar propostas concretas, imagine só como será o comportamento quando assumirem uma vaga no Legislativo.

Na era das celebridades instantâneas, tenho a sensação de que vale tudo para estar na televisão. Até mesmo fazer pouco caso da política e de um cargo público. A campanha eleitoral se aproxima cada vez mais dos reality shows. No caso do horário eleitoral gratuito, pouco importam os escassos segundos, já que ninguém parece ter algo relevante a dizer. O importante é aparecer em horário nobre em todas as emissoras abertas.

Aliás, vale ressaltar que de gratuito o horário eleitoral não tem nada. Nós pagamos a conta. O espaço em horário nobre é financiado pelos contribuintes. O governo pega os impostos que você paga e reembolsa as emissoras de rádio e televisão pela veiculação dos programas dos candidatos.

Segundo a revista “Istoé Dinheiro”, o subsídio será de R$ 851 milhões em 2010. É uma cifra quatro vezes maior do que em 2006 (R$ 190 milhões) e seis vezes mais do que em 2002 (R$ 121 milhões). Esses recursos são abatidos do Imposto de Renda a pagar das empresas de comunicação.

Enquanto isso, o governo federal investe apenas R$ 268 milhões em prevenção e repressão a criminalidade e R$ 621 milhões em alfabetização para jovens e adultos.

Em um reality show, você digita alguns números no telefone e paga o mico e o prêmio do Marcelo Dourado, do Kleber Bam Bam, do Dado Dolabella ou da Karina Bacchi. Na urna eletrônica, se não pensar, você aperta os botões e paga o pato pelos próximos quatro anos.

VEJA MAIS SOBRE ESTE COLUNISTA

Nota de 24/08/2012: Como tive problemas com a hospedagem de imagens do blog, estou restaurando aos poucos. Ao procurar por uma foto do colunista, descobri que ele faleceu em dezembro passado, 2011. Minhas condolências. =/

terça-feira, 6 de julho de 2010

Deixa pra depois...

É #fato que eu sempre dou um bico nas novidades do Yahoo! Notícias, na página principal. Volta e meia encontro alguma coisinha interessante, em sua maioria notícias sem muita profundidade, mas é bom para dar uma distraída. Um ou outro colunista interessante, alguns artigos sobre comportamento (meus favoritos), enfim...
Hoje encontrei um texto falando sobre a mania que muitos de nós temos de "adiar o prazer". Pode parecer meio absurdo, mas acontece com mais frequência do que parece. Sem mais delongas, vou compartilhá-lo com vocês. Não é um senhor texto, mas é interessante. ^^

Se alguém tiver interesse, no final do artigo tem um pequeno teste para saber se você é uma dessas pessoas, se anda "adiando a felicidade". Clica aqui!

Pequenos e grandes bons momentos são fundamentais para uma vida feliz

Por Ana Maria Madeira

"Deixa o verão pra mais tarde", como diria um verso da música dos Los Hermanos. Deixar os momentos prazerosos para depois e muitas vezes renegá-los parece algo absurdo, mas que muita gente vem praticando sem se dar conta. Embora exista uma crença de que vivemos em um mundo hedonista, ou seja, que prioriza o prazer imediato, o comportamento de grande parte das pessoas tem ido muito mais em direção ao perfeccionismo: espera-se uma "superocasião" para usar aquela roupa especial, fazer um passeio ou viagem que tanto sonhou ou simplesmente comer aquele doce que namora na vitrine da doceria há tempos.


"Estamos inseridos numa sociedade em que o lema é 'somos o que temos'. O indivíduo passa a vida em busca de adquirir algo que legitime uma posição social considerada privilegiada, fazendo com que ele se esqueça de buscar o que lhe dá prazer", de acordo com a psicóloga Kátia Bizarro.

No dicionário, procrastinar quer dizer: "deixar para outro dia, ou para um tempo futuro, por motivos repreensíveis; adiar". Apesar de ser algo comum no comportamento contemporâneo, procrastinar o prazer definitivamente não é uma palavra que consta no dicionário dos hedonistas. Estes seguem uma ideia já abordada por muitos filósofos durante vários períodos da história de que o prazer é o caminho absoluto para a felicidade. No entanto, alguns desses pensadores pregavam o conceito de prazer irrestrito, algo quase irracional, o que acabou os deixando com fama de "promíscuos".

E é justamente esse caminho radical que muita gente segue, buscando o prazer a qualquer custo e de qualquer forma, o que acaba atrapalhando os deveres e fazendo com que o sofrimento se torne algo insuportável e indesejável - e que a euforia e a felicidade obrigatória sejam palavras de ordem.

Uma corrente filosófica alemã do séc. XIX, a fenomenologia existencial, chegou à conclusão de que nos angustiamos frente à nossa existência porque somos os únicos seres conscientes da própria finitude. "Para nos esquivar da angústia de ter que ser - já que ninguém pode ser por nós, e que somos seres para a morte - nos ocupamos excessivamente. Essa ocupação nos preocupa o suficiente para que nos esqueçamos do próprio ser e da morte. É como se negássemos a nossa própria condição finita, e a morte das pessoas que amamos", aponta a especialista. Assim, operamos justamente em um sentido contrário, pois acabamos não vivendo.


O mundo do trabalho contribui e muito para a procrastinação do descanso e dos prazeres. Pessoas que trabalham compulsivamente e vivem adiando suas férias como se não precisassem descansar, são centralizadoras, estão sempre reclamando do funcionamento do grupo, dizendo que tudo tem que passar por elas para acontecer.

Mais do que isso, na verdade são controladoras: temem perder o seu lugar na empresa ao delegarem tarefas para outras pessoas. Este comportamento tem como base uma grande insegurança, pois existe a necessidade de ser considerado essencial para o funcionamento do grupo.

Lembra-se do filme O fabuloso destino de Amélie Poulain? Sua encantadora protagonista é um belíssimo exemplo de quem aproveita os prazeres da melhor maneira possível. Ela inventa mil peripécias para fazer as atividades mais corriqueiras e acaba mergulhando em sensações aparentemente banais, como afundar a mão em sacos de grãos, fazer ricochetes na água do Canal St.Martin e de observar na escuridão do cinema as caras dos outros espectadores. Perda de tempo? Para muitos seria, mas para Amélie é uma grande contemplação. A preparação, a espera, o contar as horas fazem parte da brincadeira da vida e com Amélie é possível perceber o quanto essa espera pode ser criativa e prazerosa.


No filme "Sideways - Entre Umas e Outras", o personagem Miles é um típico "adiador de prazer", que guarda uma garrafa de Cheval Blanc 61, um vinho incrível, esperando uma ocasião especial há tanto tempo que ela está a beira de estragar. Uma amiga o aconselha, respondendo que o simples fato de abrir um Cheval Blanc é capaz de fazer uma ocasião ser especial.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

NO gerúndio!


Hoje é dia 27/12 e no auge da minha intolerancia ao estar OUVINDO tanto o uso do gerundio, eu estou CRIANDO esta comunidade para estar PROTESTANDO contra aquelas pessoas que gostam de estar FALANDO de maneira a estar USANDO em excesso o gerundio, sigo CRIANDO e ATUALIZANDO essa comunidade para estar ALERTANDO e quem sabe CORRIGINDO ou MELHORANDO esse mundo que esta cheio de imbecis que falam assim.

Por favor, peço-lhes a gentileza de estar DIVULGANDO esta comunidade para que outras pessoas possam estar ENTRANDO e COMPARTILHANDO conosco todas essas atrocidades.

Adotemos a campanha: NO GERUNDIO, MANDE UM GERUNDISTA A MERDA, ou ele vai estar CONTINUANDO a falar assim, Humilhe-os, chingue-os, usem nosso logo para estar SILCANDO camisetas e bonés para que possamos estar PODENDO proliferar essa mensagem e quem sabe estar LIVRANDO o mundo de estar SE FONDENDO com tanta mediocridade na lingua Portuguesa.

Sem Mais

Obrigando

Ps. Fiz o logo no tamanho original, posso estar MANDANDO, solicitem!!!


P.S. desta que vos fala - escreve: texto retirado da comunidade do Orkut NO GERUNDIO sem qualquer edição, simplesmente CTRL+C e CTRL+V, sei que tem alguns errinhos, mas não deixa de ser ótimo.

sábado, 15 de maio de 2010

Para uma querida amiga

"A poesia é o inutensílio. A única razão de ser da poesia é que ela faz parte daquelas coisas inúteis da vida que não precisam de justificativa. Porque elas são a própria razão de ser da vida. Querer que a poesia tenha um porquê, querer que a poesia esteja a serviço de alguma coisa é a mesma coisa que querer que o orgasmo tenha um porquê, que a amizade e o afeto tenham um porquê. A poesia faz parte daquelas coisas que não precisam de um porquê."

- Paulo Leminski

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Decidi te lembrar" - amor ou não?

Decidi te lembrar, por Sandra Maia, colunista do Yahoo!, link aqui

“Decidi te querer por querer, decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade sem nada perder“*… É há momentos que não adianta tentar esquecer, amordaçar o que vai dentro. Só o que dá é viver cada detalhe, cada gesto, degustar cada minuto como se fosse um manjar dos deuses… E, como numa dança de sedução e de tudo o que é proibido, viver a sensualidade de cada toque roubado, cada olhar escondido, cada palavra falada ou não falada… Viver o amor, brindar a vida, o outro, o encontro – estar e fazer feliz!

É assim que acontece o amor. E tudo começa com uma decisão, que independe de qualquer outro, qualquer momento, qualquer dificuldade, qualquer impedimento, vem de dentro para uma vida, uma nova história. Dessa forma nasce o amor. Aquela sensação de sentir-se sem chão, sem medida e, ao mesmo tempo plena, segura e insegura, guerra e paz.

Dessa maneira se vive o amor que se transforma e cresce e, nesse sentido, nos faz divinos. Amar – que decisão complexa, amedrontadora, enlouquecedora, rejuvenescedora… É mesmo um milagre! E se é tudo de bom – por que não nos deixamos envolver com esse sentimento, o mais nobre de todos?

Temos medos, marcas, dúvidas, somos mais ou menos como os “gatos escaldados”, fugimos de água fria… Além disso, a própria sociedade demanda-nos cuidado. Tanto que mais do que anestesiados, ficamos mesmo é num estado de defendidos.

Defendemo-nos de nós mesmos, dos nossos medos, nossos desejos, nossos sentimentos, nossos sonhos – evitamos tudo o que não está no script que ao longo do tempo pensamos escrever. Esquivamo-nos do outro, do amar. Da possibilidade, da oportunidade de viver uma relação seja lá como for.

A questão é, se todos pudessem experimentar a sensação de: Ok! Estou mesmo apaixonada! Não há mais o que fazer. Rendo-me ao seu amor. Ao meu amor. Ao nosso tempo – ao não tempo. Não me importa o quanto vai durar. Não conta se está certo ou errado – só o que posso fazer é te amar. Não sei se você corresponde. Não sei se está pronto, não sei se será fácil… Não sei se estou pronta. Nada mais há a fazer. A não ser amar, amar, amar. Libertar-me, libertá-lo, sorrir, abraçar, amar… Abrir as portas. O coração. Abrir para o que despertou e o que desperto – o que temos de melhor. Juntos, brilhamos mais, me sinto mais forte, mais jovem – sou coragem. Sou vida. Sou eu em você. Sinto-me por isso capaz e, mais, sinto-me amada em cada toque, ao olhar-te, ao perceber o sorrir em teus olhos. Sinto-me amada quando me beija na boca, me empresta seu cheiro, me ama com pressa… Ok. Estou assim: entregue a nós e a esse sentimento que faz tão bem… Amo você como jamais se poderia amar alguém. Amo você com todo meu ser, alma, corpo, mente, amo porque quero, escolho. Amo porque me faz bem… Ok. Em você sinto-me maravilhosamente mulher! Sou seu amor.

Lindo não é mesmo?! É, sentir-se apaixonada nos faz poetas. Mais coloridos, mais alegres, mais… É para todos? Sim. Todos podemos entrar em uma relação com esse tom, essa intensidade, essa vontade… Dará certo, durará para sempre? Não há como saber ou avaliar. Vai machucar, doer, vamos sofrer, vamos ser felizes? Tampouco há como prever.

E, isso tudo é da vida. Afinal, não há como brincar com fogo sem se queimar, amar sem arriscar, viver sem experimentar. Então, que venham os amores, as paixões, os sentimentos. Que sejam fortes certos ou incertos. Que sejam avassaladores e, que ok – sim deixem marcas… Boas ou más…

Que possamos então mergulhar em cada situação que a vida nos traz. São todas presentes! Presentes que abrem nossos corações e, nos ajudam a trazer a tona tudo o que precisamos.

Então fica a pergunta – você está amando? Permitiu-se viver uma história? Está poeta por esses dias? Conte-me a sua história de amor, fique com ela! Guarde-a como se fosse uma jóia rara – ela por fim – despertou sentimentos, sensações – despertou o que levar de belo, bom e verdadeiro – o resto, bem, o resto pode até balizar escolhas futuras – não impedi-las… Escolhas, sempre escolhas.

* Trecho da música “Outra vez”, de Roberto Carlos


P.S. desta que vos fala - escreve: fuck off Roberto Carlos. Gostei do texto da Sandra e assumo que me identifiquei bastante devido ao momento que estou vivendo. O tal amor é uma coisa complicada, é um sentimento muito forte, difícil de definir e até mesmo de identificar. Estaremos amando? É paixão? Emoção? Empolgação? Muitas das vezes, só depois que alguma coisa acaba é que conseguimos então definir o que era ou deixava de ser. Ou não.

Já passei por algumas situações na vida de grande intensidade e ainda hoje ao me perguntar se era amor, fico em dúvida. Não sei responder. Ao mesmo tempo que pareceu muito intenso e real, hoje parece muito distante, o que dificulta a conclusão.
 
Fato é que é uma delícia amar, se apaixonar, se encantar, empolgar ou o que diabos seja, mesmo que o sofrimento seja inevitável em um ou outro momento... Who cares?

terça-feira, 4 de maio de 2010

27 coisas para se fazer em um motel

Conversando com um amigo, me lembrei de uma mulher que esteve ontem na escola onde eu trabalho. Ao chegar no balcão, ela se apoiou na janelinha e de repente exalou aquele cheirão de motel. Não sei se é o produto de limpeza que eles usam, uma espécie de Bom Ar ou sei lá. Sei que era o mesmo cheiro.

Aí fui procurar no Orkut pra ver se tinha alguma comunidade relacionada ao tal estabelecimeto, que, venhamos e convenhamos, é tudo de bom. Na minha opinião, todo mundo devia ir pelo menos uma vez na vida. A maioria é voltada para pessoas que pretendem extravazar seus desejos sórdidos secretos em um fórum de comunidade, o que eu acho o fim da picada. Nada contra, mas tesão em sexo virtual é uma coisa que eu nem tento entender muito.

Foi então que encontrei uma interessante, com o mesmo título de minha postagem. Só que o texto estava incompleto, e fui eu atrás do texto inteiro na internet. Achei nesse site aqui, postado em 14 de outubro de 2008. Antigo, non? Ainda assim achei interessante e resolvi compartilhar.


Aqui estão 27 coisas para fazer em um motel.

27. Girar 180 graus na cadeira erótica, berrando: “Ziiim, zíiiim!
26. Bater na porta da suíte ao lado e perguntar se foi ali que pediram um bacalhau.
25. Repetir a operação do item anterior nas outras 117 suítes.
24. Chamar uma garçonete e atender a porta pelado.
23. Levar um grupo de amigos e sair vendendo tupperware pelos quartos.
22. Botar o carro na frente do quarto, levar uma mangueira e lavá-lo.
21. Na entrada do motel, perguntar ao porteiro se ele viu a sua esposa entrando ali com outro.
20. Levar um megafone e gritar da sua janela: “Rosânia, sua cachorra ordinária, eu sei que você tá aqui, lazarenta!!!”
19. Levar seu cão dinamarquês, ligar para a recepção e pedir água, camisinhas e ração Bonzo.
18. Ficar de pé na portaria do motel dando “oi” para os carros que entram.
17. Abrir as portas do carro dentro da vaga e ligar o som no talo numa música de Bruno e Marrone.
16. Antes de chegar à recepção, baixar as calças, encaixar o RG no meio das nádegas e entregá-lo a mocinha falando: “Boa-noite, sou um boneco de neve e queria uma suíte com ar condicionado bem geladinho”.
15. Dizer que é voyeur e pedir um quarto com vista para o quarto dos outros.
14. Ir desacompanhado e perguntar se a recepcionista não quebraria o seu galho.
13. Ir com a família inteira até a porta do motel e indagar ao vigia quanto custa o aluguel e condomínio das casas.
12. Perguntar ao segurança do motel se ele, por acaso, é michê.
11. Interfonar para a cozinha pedindo um peru e dois ovos.
10. Ir a pé.
09. Dizer ao atendente, na portaria, que está com um cadáver no porta-malas e que precisa de ajuda para colocá-lo na cama.
08. Tirar todos os produtos do frigobar e colocá-los dentro da sauna ligada pra ver o que acontece.
07. Ligar para a recepção pedindo uma bomba de encher pneu porque sua boneca inflável está vazando.
06. Antes de sair do quarto, deixar um despacho completo, incluindo galinha preta, charuto e cachaça, ao lado da cama.
05. Descolar tinta preta, pincel, brocha e promover uma pintura estilo dark na suíte.
04. Espalhar gel transparente em todo o quarto: lençóis, tela da tevê, frigobar, toalhas, abajures, tapetes, espelhos e paredes.
03. Levar um filhote de patinho e, ao ir embora, deixá-lo nadando na piscina.
02. Promover um apagão no motel inteiro jogando o secador ligado na Jacuzzi.
01. Pagar com tíquete-refeição.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre ser mulher: Sexo e outras cositas

Estive pensando em como boa parte dos meus amigos - a maioria homens - e os caras em geral pensam que é fácil ser mulher. Do tipo: você tem a perereca então você dita as regras. Claro, não vou negar que é possível que existam por aí mulheres assim. Aliás, eu sei que existem mulheres assim. Mas quando não se é uma dessas mulheres, você, é, você mesmo!! não sabe o quanto é difícil ser mulher nos dias de hoje. Não que em outra época tenha sido muito fácil, é claro.

A começar por sexo. Vai me dizer que você nunca pensou que pra mulher é mais fácil conseguir sexo do que para homem? Pode até ser fácil, mas não é o tipo que realmente vale a pena. Você, como homem, como se sentiria se só conseguisse sexo com aquela baranga tri-bêbada do final da festa? Pois o sexo que nós, mulheres, conseguimos só pelo fato de ser mulher é exatamente esse. Pois aquele sexo legal, onde as duas pessoas se entendem, se transam - nesse caso valem os dois sentidos da palavra, né? - e rola além de uma química, uma cumplicidade bacana... Esse sexo, meu amigo, é difícil de encontrar sendo homem ou sendo mulher.

Encontrei um pequeno texto - um testículo - na internet que ilustra de uma maneira bem interessante a dificuldade de se balancear a delicadeza e a força do poder feminino. Sei que parece um texto clichê, daqueles que se recebe por e-mail cheio de floreios, figurinhas cor-de-rosa que piscam, corações e outras coisas ridículas, mas leia com atenção e pense no quanto isso pode ser foda difícil. Sexo é só o começo do fim...


"Nós? Complicadas?
   Se a gente se insinua, é atirada;
Se fica na nossa, está dando uma de difícil;
   Se aceita transar no início do relacionamento, é mulher fácil;
Se não quer ainda, está fazendo doce;
   Se põe limitações no namoro, é autoritária;
Se concorda com o que o namorado diz, é sem opinião;
   Se batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa;
Se não está nem aí pra isso, é dondoca;
   Se adora falar em política e economia, é feminista;
Se não se liga nesses assuntos, é desinformada;
   Se corre pra matar uma barata, não é feminina;
Se corre de uma barata, é medrosa;
   Se ganha menos que o homem, é pra ser sustentada;
Se ganha mais que o homem, é pra jogar na cara deles;
   Se adora roupas e cosméticos, é narcisista;
Se não gosta, é desleixada;
   Se sai mais cedo do trabalho, é folgada;
Se faz hora extra, é gananciosa;
   Se chateia-se com alguma atitude dele, é uma mulher mimada;
Se aceita tudo o que ele faz, é submissa;
   Se quer ter 4 filhos, é uma louca inconsequente;
Se só quer ter 1, é uma egoísta que não tem senso maternal;
   Se gosta de rock, é uma doida;
   Se gosta de música romântica, é brega;
Se gosta de música eletrônica, é maluca;
   Se usa saia curta, é vulgar;
Se usa saia comprida, é crente;
   Se está branca, eles dizem pra gente pegar uma corzinha;
Se está bem bronzeada, eles dizem que preferem as mais clarinhas;
   Se faz cena de ciúme, é uma neurótica;
Se não faz, não sabe defender seu amor;
   Se fala mais alto que ele, é uma descontrolada;
Se fala mais baixo, é subserviente.
   E depois vem dizer que mulher é que é complicada...
Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas"

Nota final desta que vos fala - escreve:
Eu não vim ao mundo para ser somente amada, mas para ser entendida também sim, e por que não? Achei esse finalzinho do texto desnecessário, mas como era tudo uma coisa só, não achei ético cortar a bagaça ao meu bel prazer. Por isso a nota final, dãr!
De qualquer forma, espero que tenham gostado e que isso ajude pelo menos um pouquinho aos perus - caraca, alguém ainda usa essa palavra? - de plantão a serem um pouquinho mais pacientes, quiçá compreensivos com a maldita alma feminina.

Para quem gosta de gatinhos:

"Quando Deus fez o mundo, escolheu enchê-lo de animais, e decidiu dar uma qualidade especial para cada um. Todos os animais formaram diante Dele uma longa fila, e o gato, calmamente, foi para o fim da fila. Deus deu:


Ao elefante e ao urso a Força,
Ao coelho e ao cervo a Velocidade,
Sabedoria à coruja,
Beleza aos pássaros e borboletas,
Esperteza para a raposa,
Inteligência para o macaco,
Lealdade para o cão,
Coragem para o leão,
Alegria para a lontra...


Todas estas coisas os animais haviam pedido para ter.

Afinal, no fim da fila, o pequeno gato sentou-se e esperou paciente. Deus perguntou-lhe: - O que terá você?

Ao que o gato encolheu os ombros e respondeu: - Qualquer coisa me servirá. Eu não ligo.

E Deus disse: - Mas eu sou Deus! Quero lhe dar algo especial!

E o gato, espertamente, respondeu: - Então me dê um pouco de tudo, por favor!

E Deus, rindo-se da enorme inteligência do animal, deu para o gato a soma de todas as qualidades dos animais, mais a graça e a elegância, e um gentil ronronar, para que ele sempre atraísse os homens e conquistasse seus lares."

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sou


Como posso definir aquilo que sou?
Inteiramente existente, e, entretanto, não existente, através Dele, sou.
Aquilo que da entidade o nada se tornar,
O significado desse nada eu sou.
Às vezes um átomo no disco do Sol;
Outras, um marulho na superfície da água.

Agora vôo no vento da associação;
Agora sou um pássaro do mundo incorpóreo.
Pelo nome de gelo também me chamo:
Congelado na estação do inverno sou.
Envolvi-me nos quatro elementos;
Sou na nuvem na face do céu.

Da unidade cheguei à infinidade.
Na verdade, nada existe que eu não seja.
Minha vitalidade vem da própria fonte da vida;
E sou o discurso dentro de cada voca.
Sou a audição de cada ouvido;
E também a vista de cada olho sou.

Sou a potencialidade de cada coisa:
Sou a percepção do íntimo de cada um.
Minha vontade e inclinação estão em tudo;
E com meus próprios atos, também satisfeito.

Para os pecadores e viciosos, sou mau;
Mas para os bons, benéfico sou.

- Poema sufi de Mirzá Khán, Ansari