sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Filmolândia

Fiquei sem internet durante o final de semana passado inteiro. Some isso ao clima frio e chuvoso que fez durante todo esse tempo - que eu simplesmente amo - e terá um final de semana na frente da TV - ou do computador - assistindo alguma coisa. Por favor, nada de televisão aberta. Bem, também não tenho cabo. Restam então, filmes e séries. Entre alguns episódios de NCIS e Supernatural - os quatro primeiros da sétima temporada -, também vi alguns filmes. Vou fazer um resumão - que talvez fique fora da ordem que eu assisti, mas isso não importa.

TRABALHO SUJO



Duas irmãs jovens procuram soluções para suas dificuldades  financeiras. Rose, a mais velha, mãe de um menino de 4 anos, era cheerleader e namorava o atacante do time de futebol no colégio. Enquanto se pergunta o que deu errado, é amante de um policial  casado, que lhe dá uma dica: abrir uma empresa de limpeza de cenas de crime. O negócio, apesar de nojento, passa a ser lucrativo e o começo da solução de seus problemas.


O filme tem uma doçura escondida por trás da personalidade rebelde de Norah (Emily Blunt) e da esforçada Rose (Amy Adams). Um drama bem no estilo Pequena Miss Sunshine mesmo, com toques sutis de humor, que fazem você se apegar às personagens e torcer de fato para que tudo dê certo. Eu gostei muito e recomendo! Para mim, nota 8,5.

UM GATO EM PARIS


Dino é um gato que vive em Paris e divide seu tempo entre duas casas. Ele mora com uma delegada durante o dia e a noite vive com um ladrão. O felino viverá grandes aventuras acompanhado de seus donos.

O filme tem apenas uma hora, o que é realmente uma lástima, porque é simplesmente encantador! Uma hora que se transformam em quinze minutos que mal se vê passar. Divertido, surpreendente e cheio de ação. O cinema francês me encanta mais a cada dia - apesar dessa produção ter múltipla "nacionalidade". Se você gosta de gatos, assista. Se não gosta de gatos, assista de qualquer maneira. As cenas são coloridas e os traços únicos. SUPER recomendo! Para mim, nota 9,5.

127 HORAS


O filme 127 horas conta a impressionante história real do alpinista Aron Ralston, que após sofrer uma queda em um desfiladeiro isolado no Utah (EUA), fica preso e sozinho durante cinco dias. Durante esses dias, o montanhista  começa a fazer uma retrospectiva da sua vida, revivendo todos os fatos que aconteceram antes da sua viagem, relembrando amigos, amantes, família e as duas caminhantes que conheceu antes do acidente.

Eu confesso que comecei a assistir o filme meio com o pé atrás. Embora tenha prometido a mim mesma que iria assistir a todos os indicados ao Oscar de Melhor Filme, ainda faltam alguns - daqui a pouco já estaremos assistindo a outro Oscar e eu ainda não terminei - e esse era um deles. Não tem como criar uma certa resistência ao imaginar um monólogo. Mas se a receita deu certo em Náufrago, a história poderia se repetir. Outra coisa que me impediu de tê-lo assistido durante todo esse tempo foi pensar que seria daqueles filmes que te deixam angustiado todo o tempo. E isso me surpreendeu, pois na verdade eu achei mais comovente do que angustiante. O final é extremamente emocionante e as imagens do verdadeiro alpinista emocionam ainda mais. Só tem realmente uma cena forte, mais perto do final do filme. Para quem tem o estômago mais fraco, eu recomendo acelerar a cena. Mas antes e depois disso, é tranquilo. Quem ainda não assistiu, pode ir sem medo. Para mim, nota 9,0.

O BURACO


Depois de se mudarem para um novo bairro, os irmãos Dane e Lucas conhecem a vizinha Julie e juntos descobrem um buraco lacrado no sótão da casa nova. O que eles nem imaginavam é que uma vez que o buraco seja aberto, além de não ter fundo ele serve como um portal para um mal sem precedentes. Com estranhas sombras à espreita a cada esquina e pesadelos ganhando vida, eles são forçados a encarar seus medos mais profundos para colocar um fim a este mistério.

Sabe quando alguém te indica um filme com muita convicção e você mesmo sem muita coragem acaba encarando e se surpreendendo? Foi mais ou menos isso que aconteceu com esse filme. Eu vi uma classificação legal em uma página de cinema e pensei: vou assistir. Achei que era um daqueles filmes onde um grupo de jovens acaba preso em um lugar feio e escuro e começam a morrer - existe um filme de mesmo nome de 2001 que acho que consiste nessa ideia -. Mas não. Esse filme quase pode ser considerado um infanto-juvenil de terror, se é que existe isso. Sem mortes violentas - na verdade, sem mortes at all, se não me falha a memória -, com muitas cenas de susto e apreensão. Mas nada brutal. Me divertiu muito, já que eu sinto essa ânsia por filmes de terror atuais e bons. Fui obrigada a aplaudir O Buraco, por mais ingênuo que possa ser. Recomendo! Para mim, nota 8,0.

OS SMURFS


Quando o mago malvado Gargamel expulsa os pequenos seres azuis da sua vila, eles rolam do seu mundo mágico e caem no nosso – mais precisamente, bem no meio do Central Park de Nova York. Os Smurfs precisam encontrar um jeito de voltar para a vila antes que Gargamel os localize.

Completamente infantil, beirando a comédia pastelão muitas vezes. É encantador para quem assistia o desenho, pois ver as representações "reais" daqueles homenzinhos azuis é realmente mágico. É bobinho, mas vale a pena para assistir naquele momento em que realmente se precisa relaxar. Eu bem gostaria de ter um Smurf para mim, se eles não dessem tanto trabalho. Para mim, nota 7,0.

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II


Em 'Se Beber, não Case 2', Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) viajam para a exótica Tailândia para o casamento de Stu. Após a despedida de solteiro inesquecível, em Las Vegas, Stu optou por um seguro e sossegado café da manhã para a festa de pré-casamento. No entanto, as coisas nem sempre saem como planejado. O que acontece em Las Vegas pode ficar em Vegas, mas o que acontece em Bangkok não pode sequer ser imaginado.

Eu assisti o primeiro e gostei. O segundo segue a mesma receita. O filme é uma comédia disfarçada de filme de ação. Ou o contrário. É exagerado ao extremo, mas como diz meu sábio pai: "Se eu quiser realidade, assisto a um documentário.". Vale a pena para dar umas risadas, sem esperar qualquer piada inteligente ou humor refinado. Recomendo para assistir com os amigos. Nota 7,5.

CLOSER - PERTO DEMAIS


Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida, que se divorciou recentemente. Ela conhece e seduz Dan (Jude Law), um aspirante a romancista que ganha a vida escrevendo obituários, mas se casa com Larry (Clive Owen). Dan mantém um caso secreto com Anna mesmo após ela se casar e usa Alice (Natalie Portman), uma stripper, como musa inspiradora para ganhar confiança e tentar conquistar o amor de Anna.

Essa sinopse certamente esconde toda a magia por trás desse filme. É um tapa na cara de qualquer pessoa que tenha sentimentos e tenha passado por alguma das situações como arrependimento, traição, rompimento, atração, frustração e até humilhação. Despretensioso, sem grandes acontecimentos marcantes, apenas uma sucessão de pequenos acontecimentos e reviravoltas, Closer consegue te manter preso até o último minuto. A trilha sonora também é um espetáculo à parte. Os diálogos são ricos e cheios de sentimentos. E foi um desses diálogos que me marcou de uma maneira tão assustadora que acho que vou carregá-lo na memória durante muito tempo. Acho que qualquer pessoa que já sentiu que seu relacionamento estava acabando e não queria que isso acontecesse, que tenha um pouco de sensibilidade vai se sentir da mesma maneira que eu me senti. A diferença é que eu nunca tive coragem de dizer em voz alta como ele fez. Posso dar nota 10?


Anna: - Por que está vestido?
Larry: - Porque acho que está prestes a me deixar e não quero estar usando um roupão.

***

É isso. Espero que aproveitem alguma coisa do meu "pequeno resumão".

Um comentário:

  1. 127 horas e Closer são os dois filmes da sua lista que assisti e acho sensacionais!

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